É possível encontrarmos exemplos de nações que há cinquenta anos não passavam de países sem qualquer expressão mundial e que elaboraram um audacioso plano de desenvolvimento baseado em investimentos maciços (não apenas financeiros) em educação e que agora despontam com importantes players do cenário globalizado. A Coreia do Sul é um bom exemplo disto que escrevo.
Quadro atual da educação no Brasil:
As escolas públicas (com raras exceções) são sinônimos de educação decadente e isso não de hoje. Os professores dessas escolas (com raríssimas e louváveis exceções) entram para o magistério em busca de uma escora para para sustentar-lhes o comodismo e o descompromisso com a educação e com a coisa pública.
As escolas particulares despontam como única alternativa aos que não abrem mão de oferecer à sua prole uma educação de alto desempenho, afinal, aceitamos pagar caro na esperança de que os serviços oferecidos sejam compatíveis e adequados. Ocorre que (em Brasília) as escolas particulares que oferecem educação infantil pagam salários que giram em torno de R$ 650,00 para as professoras. Na maioria dos casos, o valor de duas mensalidades cobre integralmente os custos com o professor. O Estadão publicou matéria intitulada: Cai interesse por ensinar crianças, na qual levanta a questão da valorização do professor, especialmente no caso da educação infantil, que se submete a quatro anos de estudos para se tornar pedagogo e encontra um mercado de trabalho que lhe oferece uma remuneração vergonhosa como a citada acima. A questão que resta é: será que esse professor reúne as condições básicas (motivação, interesse, pesquisa, atualização, compromisso) para oferecer uma boa educação aos nossos filhos? Tenho certeza que a resposta é NÃO!
É verdade que hoje temos quase todas as nossas crianças e jovens na escola. Isso é uma avanço, mas será que ter mais jovens e crianças nessas "escolas". Penso que apenas teremos mais gente despreparada, mas com diploma nas mãos.
Se já constatamos um déficit de profissionais qualificados disponíveis no mercado, imagine o que será quando as crianças e jovens estudantes de hoje entrarem no mercado! Será uma verdadeira tragédia! Não haverá profissionais disponíveis e isso resultará na estagnação da nossa economia. Estamos formando Engenheiros, Advogados, Administradores para serem vendedores de lojas!
Cabe ressaltar que esse não é um problema apenas do governo. A sociedade, de uma forma geral, tem negligenciado essa questão e parece não se interessar por ela. Assim, como no caso de muitos desastres aéreos, não há apenas uma causa para o desastre na nossa educação. O que existe é uma sucessão de falhas que cobrará um alto preço de todos nós.
Que futuro podemos esperar para o Brasil?
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